O quanto você se respeita?
Você observa seus sentimentos, seus desejos, suas vontades, seus medos?
Um dia me perguntaram se eu vivia ou apenas sobrevivia e, até hoje, me pego respondendo isso.
Eu me negligencio com frequência!
Fiquei em um relacionamento tóxico porque não sabia dizer “não estou gostando da forma como me trata”
Eu dizia “ tudo bem!”
Eu já me envolvi com pessoas que não tinham nada a ver comigo porque quando era para dizer “ você é legal, mas não devemos seguir com algo que irá nos machucar ou simplesmente nos fazer perder algo precioso que é o tempo”, eu disse “tudo bem!”
Agora, como acho que não consigo dizer não, eu estou me adoecendo, assim eu terei “ não estou bem, melhor ficar em casa” e o fingimento se torna real e fico doente, perco tudo: tempo, energia, alegria.
Eu estou saudável, sou extremamente inteligente, tenho uma força dentro de mim capaz de mudar o caminho dos ventos e me reduzi a uma jovem senhora com ares depressivo, desanimada e mal humorada porque minha garganta trava quando quero dizer “não” .
Eu vi que nos respeitar, respeitar nossas vontades, sentimentos, opiniões e posicionamentos , respeitar nossos limites e medos, estamos seguindo a tal saudável qualidade de vida, garantia constitucional, assegurando -nos uma excelente saúde mental.
Não adianta querer quebrar padrões se você agir da mesma forma, deixando as pessoas decidirem por você.
Eu não quero mais que decidam por mim!!!
Eu não vou fazer parte de planos que não tracei ou seguir ideais com os quais não compactuo.
Eu vou dizer “não” quando eu achar que devo e está tudo bem, ainda que somente para mim!!!
Irene Tiraboschi
( direitos reservados)